Quais são as histórias que morrem com uma pessoa? A partir dessa pergunta, escrevi o romance Aqui, ontem, publicado pela Editora 7Letras em setembro de 2025.

Em 2020, lancei o livro de contos Ruínas, em que escrevo histórias sobre violência de gênero. O livro foi o vencedor do Prêmio Ufes de Literatura.

Pesquiso literatura contemporânea e sou mestra e doutoranda em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP).

Sou a idealizadora, roteirista e apresentadora do podcast Relatos Mínimos, em que entrevisto artistas da escrita e dos palcos. Como gestora cultural, trabalhei no Sesc São Paulo por 11 anos, além de ser parecerista de leis de incentivo a projetos artísticos.

Aqui, Ontem na Revista 451

O romance alterna entre o presente e o passado de uma mulher em luto pela morte da mãe adotiva. Enquanto tenta preencher o vazio da perda, a protagonista reconstrói lembranças e busca maneiras de reviver a figura materna.

Listão 451

Aqui, Ontem no PublishNews

Autora premiada chega agora à ficção longa com o livro “Aqui, Ontem”, publicado pela 7Letras.

PublishNews

Depoimento sobre o livro Aqui, Ontem

Este é um livro sobre luto. Mas não só. Um livro sobre a escrita. Mas não só. Um livro sobre as relações entre luto e escrita, entre a urgência de escrever, a perda inevitável, as histórias que morrem com a pessoa amada. O eu que nunca mais será o mesmo. As camadas do luto: a morte do outro e a morte do eu anterior. A angústia de não poder voltar a ser quem éramos. E a palavra – as possibilidades e impossibilidades da escrita.

Lúcia não é Alice. Lúcia é a autora, que conheço há muitos anos, cuja história de vida se parece em alguns pontos com a minha. Alice – que escolha de nome fantástico! – vive outro luto. Um luto que acende lutos antigos. Alice, a meu ver, parece anestesiada. Tem um marido opaco e infiel. Os lutos que a atravessam a fazem mergulhar em lembranças e na ausência delas, procurando suas mães – a biológica e a adotiva – e a si mesma.

Lúcia não é Alice, mas emprestou a ela seus sentimentos. O livro que escreveu é vivo. Livro pra ser lido mais de uma vez. Quantas histórias morrem com cada pessoa amada que morre? O quanto de nós morre junto? E o que a escrita ainda consegue salvar?

Camila Tardelli, escritora


Depoimento sobre o livro Ruínas

Memórias, laços familiares e vidas interrompidas anunciam um fim que, tramado há muitas gerações, só pode ser traduzido numa descendência em ruínas. Se fosse uma casa, ninguém sairia ileso desse desabamento-promessa e, antecipando as cicatrizes, carregaríamos ao menos um arranhão, um tombo, um escorregão, para nos salvar duma queda mais ou menos leve ou fatal. Indolor, jamais. Assim é o encontro com as narrativas de Lúcia Nascimento.

Marcelo Ferraz de Paula (UFG), Maria Fernanda Garbero (UFRRJ) e Rafaela Scardino (Ufes)


Ruínas na Revista 451

Vencedor do prêmio da Editora da Universidade Federal do Espírito Santo na categoria contos e crônicas, o livro da autora paulistana trata de maternidade, gravidez, prostituição e violência contra a mulher.

Listão 451