Falar sobre pesquisa acadêmica pode parecer difícil ou chato. Mas gosto bastante de um trechinho final da minha dissertação de mestrado, o Depois do fim (ou uma breve exposição do processo).

No mestrado, pesquisei a obra da Elvira Vigna, que é uma autora brasileira contemporânea.

No doutorado, que começa agora em 2025, vou pesquisar obras de autoras brasileiras e latino-americanas, incluindo textos da Tatiana Salem Levy e da Tamara Kamenszain.

Dissertação de mestrado (2024)

E então talvez a gente escreva não para que não acabe, mas apenas para recuperar o movimento, ainda que o movimento pressuponha um fim, e ainda que ninguém veja o tanto que a gente se move antes dele, do fim.
Do vazio total à possibilidade de ficção: uma leitura de Por escrito, de Elvira Vigna

Artigo acadêmico (2025)

“Em Garotas em tempos suspensos (2022), última obra publicada em vida pela argentina Tamara Kamenszain (1947-2021), a escritora problematiza o uso de di-versos termos, entre eles as palavras “poetisa” e “feminicídio”. Já em seus primeiros versos, retoma a história da poetisa uruguaia Delmira Agustini (1886-1914), que escrevia poemas repletos de imagens sexuais e fez parte dos movimentos moder-nistas. “Delmira, a primeira divorciada do Uruguai/ Delmira, a primeira vítima de feminicídio”.”
Da violência à rede de afetos: Garotas em tempos suspensos, de Tamara Kamenszain

Artigo acadêmico (2023)

Se há a possibilidade de ela ser filha de um estupro, essa violência inicial a prenderá por muitos anos, em uma história que ficcionaliza e repete para si mesma. Seligmann-Silva lembra que o trauma é justamente uma ferida na memória.”
Trauma e memória em Por escrito, de Elvira Vigna